Where do I find mySELF?

Bodies in production, postproduction and reproduction.

“We can reedit the cut-off parts of the body to create a body that doesn’t exist in reality, only in editing, a body composed of limbs cut from other bodies, limbs deemed superfluous and inconvenient or excessive. We can recompose a new body with these cut-off pieces, a body that combines the bones of the dead and the folly of the natural bodies of the living. A form of life that exists in editing and by editing.” [1] Hito Steyerl

“Once it goes online, it goes online, but it’s true that it’s not me anymore. It’s just this thing that keeps on growing. It’s just this copy that keeps on growing and acquiring new meanings.” [2] Amalia Ulman

Poster disponível aqui.

Sumário

O projeto aborda a questão do poder da imagem digital no desenvolvimento do self, considerando os conceitos de produção, pós-produção e reprodução na espetacularização pública da intimidade. Nesse sentido é intenção revelar como as redes sociais, as lógicas do mercado e voyeurismo online dominam os comportamentos digitais em torno da auto-publicação, redefinindo as noções de público e privado dentro dos espaços em que as narrativas pessoais operam. 

 

Direção de Investigação

O projeto pretende investigar como auto-representação é cada vez mais centrada na ideia da vida reproduzida como uma lifestyle brand. Nesse sentido, é intenção documentar as estratégias pessoais utilizadas na auto-representação, principalmente determinadas pelo consumo de experiências emocionais e fruições sensíveis, que dialogam com o imediato, como o efêmero e a representação ilusória do vivido.

O projeto será materializado numa espécie de diário de bordo, tendo como foco a documentação dos processos envolvidos na atualização constante do self, revelando como a imagem em circulação determinas as formas como identidades são desenvolvidas. Nesse sentido, o álbum-documento pretende ser uma reflexão sobre os elementos que orientam o EU privado e o Eu público, espetacularizado e pós-produzido a partir do acúmulo de imagens e rastros digitais.

 

Resultados esperados

A escolha de produzir um artefato físico impresso como plataforma de articulação dessa investigação se faz como o objetivo claro de apresentar um statement crítico numa superfície livre de métricas e ferramentas de controles, ou como afirma Paul Soulellis (2017), “As each utterance is broadcast , indexed, and archived into our hyperreal ate, printing ill seems to be one way to control—or at lea resist —the narrative.”

 

 

[1] Steyerl, Hito (2013). Cut! Reproduction and Recombination. The Wretched of the Screen, pp. 31-45. Sternberg press.

[2] Ulman, Amalia (2014). Excellences & Perfections (Instagram Update, 5th September 2014).

 

 

 

 

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