Relatos de Resiliência

Palavras-chave: Memória, Identidade, Resiliência, Memória Coletiva, Arquivo Audiovisual.

…the utopian impulse is always related to the desire of the subject to break out of its own historically defined identity… In a certain sense, the archive gives to the subject the hope of surviving one’s own contemporaneity and revealing one’s true self in the future because the archive promises to sustain and make accessible this subject’s texts or artworks after his or her death. This utopian or, at least, heterotopian promise is crucial to the subject’s ability to develop a distance from and critical attitude towards its own time and its own immediate audience [1]

 

The archive is not about memory at all; it is rather a powerful agency to separate the redundant from present by violent selection”. [2]

 

In the world of the web, durability is synonymous with accessibility — if something can’t be accessed, it doesn’t exist. Here, we disentangle the two in order to consider access independent from questions of resilience” [3]

 

Different people have different technical resources and capabilities, but everyone can contribute to an archive” [4]

 

_ Sumário

Depois dos terremotos na Cidade do México (1985 e 2017), a sociedade mexicana uniu-se para levar a cabo a recolha de escombros após os colapsos de edifícios e casas. Saíram às ruas em grupos para assim, todos juntos começar a reconstrução duma cidade em ruínas. Sem importa-se da dor por causa das perdas materiais, concentrou-se em ajudar desconhecidos para assim, todos juntos emergirem do entulho.

 

_ Direção

A desconstrução do conceito de arquivamento (só como amostra de fotografias que falam dos acontecimentos e das estatísticas oficiais), para encontrar o ponto de partida das histórias através de fotografias ligadas com uma mesma história e então, poder referenciar ideias completamente opostas à perdida da memoria.

Conjunto de ferramentas interativas nas quais fica aberto o convite ao utilizador para contar os seus próprios relatos, criar consciência e assim possíveis mudanças no modo de agir no futuro, arquivos na espera para serem ativados em novas circunstâncias, no só como para a consulta, mas para o raciocínio desde outro olhar (contemporaneidade no futuro).

 

_ Resultados

Não é possível definir ou prever uma aplicação principal para essa tecnologia, mas um bom candidato seria a integração de “depósitos de dados” diversos e independentes numa aplicação coerente.

Além das perdas humanas e arquitetónicas, também se perdeu uma parte importante da memória do país, mas graças às instituições governamentais como El Archivo General de la Nación que é o órgão reitor da arquivística nacional, o Instituto Nacional de Estudios Históricos de las Revoluciones de México, que  facilita a compreensão do leitor e fortalece nossa história do México; aproveita-se o seu imenso acervo fotográfico no qual fica um registro dos acontecimentos antes ditados e assim a partir dele ir a construir ligações para construir uma narrativa eloquente e sugestiva ao espectador.

Outra ferramenta que pretende fortalecer a intenção desde as emoções, planteia-se a possibilidade de coletar além de relatos, objetos pessoais que fortalezam a empatia desde a experiência sensorial do usuário.

+ Proposta de desenvolvimento

_ Referências bibliográficas

[1] GROYS, Boris. 2015. “Art Workers: Between Utopia and the Archive.” Mass Effect: Art and the Internet in the Twenty-First Century, Lauren Cornell e Ed Halter (eds.), 357-368. Cambridge, Massachusetts / London, England: The MIT Press. Disponível em: <https://www.e-flux.com/journal/45/60134/art-workers- between-utopia-and-the-archive> Consultado em: maio de 2013.

[2] ERNST, Wolfgang. 2012. “Aura and Temporality: The Insistence of the Archive”. Key-note speech on occasion of the workshop The Anarchival Impulse in the Uses of the Image in Contemporary Art, Museum of Contemporary Art, Barcelona. Disponível em: <https://www.macba.cat/uploads/20131220/QP_29_Ernst_F.pdf> Consultado em: 24 de Outubro de 2012.

[3] Sean Dockray & Benjamin Forster. 2018. README.md Distributed, David Blamey & Brad Haylock (eds.), 198-213. London: Open Editions. Disponível em: <https://samiz-dat.github.io/hyperreadings/> Consultado em: 15 de fevereiro de 2018.

[4] LIANG, Lawrence, LIBRARY.NU R.I.P. Disponível em: <https://kafila.online/2012/02/19/library-nu-r-i-p/> Consultado em: 19 de fevereiro de 2012

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s